quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Resumo Histórico de Goiatuba - Arquivo do Plano Diretor


O surgimento de Goiatuba se deu com a passagem dos bandeirantes vindos de São Paulo, em direção ao oeste brasileiro, em busca de ouro e outras pedras preciosas, na época muito abundantes nos sertões (1673).

O período em que remonta à primeira metade do século XIX, isto na transição da economia mineradora para a gropecuária. Da rota dos bandeirantes, originou-se o caminho dos tropeiros, o pouso das Bananeiras.

Pouso das Bananeiras, nome batizado pelos próprios tropeiros.
Posteriormente, São Sebastião do Pouso Alegre; São Sebastião das Bananeiras; Bananeiras Por fim, Goiatuba.

Por nossa região encontrava-se o traçado, caminho mais curto. Uma rota alternativa que cruzando o rio Paranaíba no Porto do Major Camilo ou (Porto do Cahidor), em Santa Rita do Paranaíba.
Rota daqueles que saiam principalmente dos pólos mais desenvolvidos e desbravavam os confins dos sertões. Caminhos conhecidos e usados principalmente pelos tropeiros, que contribuíram significativamente para o desenvolvimento da nossa região.
Deslocavam com suas tropas da região litorânea em direção a região central e vice-verso, afim de transportarem alimentos e outros tipos de produtos. Dando origem ao comércio, principalmente, entre Goiás, Minas e São Paulo.

As sub divisões das sesmarias vão acontecendo naturalmente e surgindo menores glebas de terras com suas denominações e concomitantemente, as primeiras fazendas de gado, cana de açúcar, lavouras de arroz, milho, café, feijão, e outros cultivares.

1860, pessoas vindas de outras localidades, principalmente de Minas Gerais e São Paulo, tomaram posse de terras para a agricultura e criação de gado. Os pioneiros, chegaram e aqui se fixaram.

Em 1892, Manuel Vicente Rosa, Manoel Bernardo da Costa e Cândido Luiz de Castilho doaram uma gleba de terras, donativo no valor de 59$000,000 (cinqüenta e nove mil réis), destinada à São Sebastião para a formação do povoado.

Os núcleos de negócios
Nos povoamentos, também conhecidos como patrimônios, estavam ligados ao desejo dos fazendeiros em valorizar suas terras, doando parte delas a um Santo ou Santa.
Imediatamente após a doação iniciavam-se ali serviços e fastas religiosas, construía-se uma capela, surgia um pequeno comércio, algumas casas e assim paulatinamente até consolidar o povoado, que num futuro passaria a município.

Devido a existência do Pouso das Bananeiras, passa a partir dessa data à São Sebastião das Bananeiras, localizado à margem direita do córrego Bananeiras, afluente do Santa Maria.
No mesmo ano, Manoel Vicente Rosa fez celebrar a primeira missa, num rancho de palha, onde mais tarde foi construída uma capela. Com a aglomeração de casas em volta da capela, foi formado o povoado.

Com a construção da capela, diversas casas vão surgindo nas suas imediações, ficou definitivamente criada a Villa de Bananeiras.
1.900 – Povoado de São Sebastião das Bananeiras já bem desenvolvido passa a pertencer à Santa Rita do Paranaíba (Itumbiara) e é elevado a categoria de Distrito.
1.919, pela Lei Estadual nº 634 de 12 de junho voltou a pertencer ao município de Morrinhos.
1.920 – O Povoado possuía três ruas, sendo elas: rua de baixo, rua de cima e rua do meio. A população era servida por um rego d’água que era administrado por um fiscal do distrito. Foi nessa época (1.920), que apareceu por aqui o andarilho Manoel Gabinatti que daria o nome de Goiatuba a nossa cidade. Nesse período a vila era conhecida como: Distrito de Bananeiras e era subordinado ao termo de Morrinhos.

1.928 – Era Joaquim Cândido Marques (subintendente), quando foi realizado o primeiro alinhamento e medição das ruas por Eduardo Mendes, serviço que custou aos cofres públicos o valor de 250$000 (duzentos e cinqüenta contos de réis).
1.931 - 21 de janeiro, quando pelo Decreto 627, foi elevado a categoria de município, conservando a denominação de Bananeiras.

1.932 – Para facilitar a administração municipal, o prefeito Francisco Evaristo de Oliveira, baixado em 10 de janeiro o Decreto Municipal nº 17 denominando assim as ruas da vila; do nascente para o poente: indicada pelos nº pares – 2, 4, 6, 8 e 10; do sul para o norte: indicadas pelos nº impares – 1, 3, 5, 7, 9 e 11.

“Esse lugar não pode mais ser esquecido. Assim ficaram marcados os desígnios de uma futura e próspera cidade”. nEmergida da Rota dos Bandeirantes; Transformado em um dos Caminhos das Minas dos Goyazes ou Estrada Real;

1.937- Euzébio Gomes de Melo, apresenta a 1º planta da Vila, em abril, podendo ser aforadas as datas/lotes (L275P6). Nesse mesmo ano, discute-se a mudança do nome, entre outros sugeridos, o próprio nome de Goiatuba, tanto recomendado por Gabinate.
1.938 – 31 de outubro, Bananeiras passa a denominar-se Goiatuba. Uma homenagem ao Estado de Goyás.
GWA YÁ TIBA ou GWAYÁTUBA = Muitos indivíduos da mesma raça. Em 1.938 Haviam as seguintes unidades escolares: a) Grupo Escolar da Villa de Bananeiras – 250 alunos b) Escola Rural de Bom Jesus – 31 alunos c) Escola Rural da Faz. Bananeiras – 44 alunos d) Escola Rural da Faz. Lajinha – 31 alunos e) Escola Rural São Vicente – 30 alunos

1.947 – Em 20 de julho, o termo de Goiatuba foi elevado a Comarca.

1948 – Instalada a Comarca em 8 de março, desvinculando-se de Buriti Alegre-Go.
1.950 – “A cidade possui 14 ruas já bem cheias de casas e muitas outras em formação, com um traçado em quadras bem regulares, em linhas retas. Ruas bem alinhadas, espaçosas, praças bem feitas. Das 14 ruas, 11 eram iluminadas à luz elétrica. Das residências contidas, 145 já eram beneficiadas com a iluminação elétrica.

O município de Goiatuba pertence à microrregião do Meia Ponte, localizada no Sul do Estado de Goiás, tendo por municípios limítrofes: Bom Jesus, Joviânia, Morrinhos, Buriti Alegre, Itumbiara, Porteirão, Vicentinópolis, Panamá e Castelândia.
Com população estimada em 31.101 mil habitantes ( IBGE senso do ano 2.000). Localiza-se entre os paralelos 17º 46' 48" de latitude sul e os meridianos 49 10' 00" e 50º 18' 00" de longitude oeste. A sede do município localiza-se a 18º 00' 48" de latitude sul por 49º 21' 30" longitude oeste, a uma altitude média de 783 metros acima do nível do mar.

A altitude do município varia entre 400 a 850 metros, com uma altitude média de 485 metros acima do nível do mar.
Distante 173 km da capital de Goiás.
A geologia do município é formada por estruturas do pré-cambriano representado pelo complexo goiano. A formação da Serra Geral cobre a maior parte do município.
Autor: Wolney Divino Tavares - Movimento Terra Jóia

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